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01/07/2016

Informativo nº 026 / 2016 - Curiosidade: a letra cursiva no século XXI

 

Curitiba, 01 de julho de 2016

CURIOSIDADE:   A LETRA CURSIVA NO SÉCULO XXI

Prezados Colegas,

O surgimento de novas tecnologias de informação e comunicação tem provocado alterações significativas nas relações pessoais, além de conquistar cada vez mais espaço na vida das famílias, a ponto de crianças aprenderem a teclar antes de escrever e se adaptar ao uso de mídias virtuais quando não estão, nem mesmo, com o desenvolvimento da fala concluído. Não é diferente no ambiente escolar, onde o papel está sendo substituído, gradativamente, pelo computador.

No páreo entre o digital e o manual, observa-se que diversas escolas vêm desvalorizando a letra manuscrita, sobretudo a cursiva, em primazia da letra de forma impressa, em um cenário onde lápis e papel são coisas do passado e, caderno de caligrafia, soa antiquado demais.

Por um lado, há educadores afirmando que o simples domínio da letra de mão não faz diferença para o início da vida escolar de uma criança, importando, tão somente, aprender a olhar e reconhecer a palavra e, ainda, a interpretar e entender a função social da escrita na vida, ficando a discussão pela letra cursiva, mais relacionada ao processo de coordenação motora fina. Defendem, para além disso, a existência de outras formas de estimulação que, em tese, substituiriam o encargo da escrita cursiva, citando, como aliadas, as próprias práticas relacionadas a dispositivos tecnológicos.

No entanto, outros especialistas demonstram preocupação com as perdas cognitivas que a mudança na maneira de escrever traria, já que acreditam que a escrita cursiva é crucial para aprender a ler e pensar, bem como, escrever à mão de forma legível e rápida tem correlação estreita com desempenho escolar: vai bem na escola quem escreve direito.

A vantagem da letra cursiva, para professores especialistas em grafologia, por exemplo, pelo desenhar e interligar das letras, expressa nossa emoção, é nossa marca pessoal, demonstra comprometimento e afetividade, enquanto que a letra de forma não nos difere das outras pessoas, é prática, mas fria e sem personalidade.

A neurociência sustenta que a escrita cursiva, por exigir maior esforço de integração entre áreas simbólicas e motoras do cérebro, é mais eficiente do que a letra de forma para ajudar a criança a adquirir fluência e escrever "em tempo real". Ademais, a técnica estimula o cérebro, aumentando o número de sinapses e, consequentemente, sua capacidade.

De qualquer forma, seria razoável conjeturar que não há necessidade de se eliminar a letra cursiva em razão do aumento do uso da letra de forma, impressa ou não. Um tipo não deve substituir o outro, pelo contrário, os dois devem conviver. A letra de forma é o suporte da comunicação eletrônica, mas em determinadas circunstâncias aparecerá a necessidade do uso da letra cursiva e todos devem ter a oportunidade de conhecê-la e é função das escolas preparar o aluno para as diversas modalidades de escrita, oferecendo aos estudantes a prática de habilidades.

Confira as reportagens anexas.

Atenciosamente,

 

Hirmínia Dorigan de Matos Diniz
Promotora de Justiça
Murillo José Digiácomo
Procurador de Justiça - Coordenador

 

Anexos:   (arquivos PDF)

 

 

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